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Os primeiros passos do eletromagnetismo rumo a Maxwell (PARTE I)

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Antes de tudo, sinto que preciso dizer que a melhor palavra que poderia definir os feitos revolucionários de Maxwell é "unificação" . Foi o primeiro a semear a possibilidade assustadora de unir conceitos físicos espalhados universo afora, começando pela junção de três deles, como será visto em um próximo texto. Por essa razão, dividi esse pequeno relato em três partes: a primeira tratando do contexto que levou Maxwell ao topo da física teórica; a segunda especificando a unificação proposta por Maxwell substancialmente; e a terceira entendendo o porquê de Maxwell ser peça chave para um "projeto de unificação da física", se é que podemos chamar assim. James Clerk Maxwell foi um dos primeiros físicos teóricos modernos da história, responsável inclusive pela descoberta dos anéis de Saturno, mas relegado por muito tempo a uma prateleira mediana em meio a nomes como Isaac Newton, Albert Einstein e Galileu. O papel revolucionário de Maxwell só foi ser afincado definitivame...

O benefício da dúvida em "Ciência e Pseudociência", de Ronaldo Pilati

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Entre incredulidades e certezas, o cerne de toda questão a se descobrir é pontuado pelo método científico, com ratificações epistemológicas e certa "paciência". Ainda que haja certa descredibilidade em relação à cautela científica, a metodologia, como um fenômeno universal, construiu fortes bases no decorrer das gerações. Por outro lado, ante aos resquícios primitivos da descrença científica, a obra do psicólogo Ronaldo Pilati busca trazer à tona explicações em torno do motivo pelo qual ainda somos "máquinas de crença", nas palavras do próprio autor. A ciência é contraintuitiva até mesmo para o ator científico. É necessário um desprendimento do objeto para a saúde do método. É preciso abrir mão da certeza e da verdade, como dito por Karl Popper. Ronaldo Pilati parece nos convidar para uma realidade complexa, mas a melhor e mais eficiente que possuímos. A falácia naturalista, que seduz o ser-humano a crer que tudo que nos é evidente pela natureza é válido e benéfico;...

As visões acerca de Deus em Feuerbach, Dostoievski, Freud, Sartre, Jung, entre outros

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Introdução A teologia foi alvo de inúmeras críticas a partir principalmente do advento do iluminismo e dos métodos empíricos e positivistas de épocas que se sucederam  —  com destaque para o positivismo de Augusto Comte, por exemplo, que se pautaria em métodos observáveis e empíricos em detrimento da metafísica. Desse modo, a concepção de uma origem divina se pautaria num escopo abstrato e falacioso, segundo muitos dos autores contemporâneos, como Ludwig Feuerbach, Friedrich Nietzsche, Sigmund Freud, Bertrand Russel, Jean Paul Sartre, etc. Acho pertinente começar pontuando as críticas e divergências acerca da teologia e da imagem divina, especialmente no que concerne ao objeto de estudo da filosofia e da metafísica, e depois para considerações e justificativas de tais críticas. A religião para os intelectuais Diante de todas as dificuldades de coordenar um princípio ontológico do ser, filósofos existencialistas e cientistas positivistas se viram de frente com a ética divi...

Einstein e o prêmio Nobel: Por que o efeito fotoelétrico e não a teoria da relatividade?

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Há quem reconheça o físico Albert Einstein apenas pela sua teoria da relatividade geral, proposta em 1915, que quebrava paradigmas já consolidados da física newtoniana acerca da gravitação universal.  Quem se aprofunda sobre tal dialética, provavelmente verá que a descoberta do cientista alemão foi de uma importância exorbitante, visto que as teorias do inglês Isaac Newton estavam consolidadas há séculos, e ninguém sequer as ousava questionar.  Contudo, se engana quem pensa que essa foi a maior descoberta de Einstein, formalmente falando, que apesar de ter lhe dado um status de magnificência no mundo acadêmico, não lhe rendeu o prêmio Nobel de física. O trabalho que lhe glorificou tal feito foi o efeito fotoelétrico, que discorreremos posteriormente. O contexto político e social em que Einstein se insere é primordial também para entendermos o porquê, provavelmente, do físico não ter tido tanto reconhecimento quando iniciou sua teoria da relatividade geral a ponto de levar...

Resumo do livro "O Homem e seus Símbolos" de Carl Jung

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Carl Jung foi um psiquiatra e pai da psicologia analítica que se destacou com seu trabalho inovador que deu novos moldes à psicoterapia vigente no século XX.  Nasceu em 1875 na Suíça e veio a falecer em 1961. Escreveu diversas obras que contribuíram veementemente para o desenvolvimento do estudo da psique e foi um exímio pesquisador de inúmeras áreas do conhecimento como arqueologia, alquimia, simbolismo e teologia. Um de seus últimos escritos foi "O homem e seus símbolos" , onde decidira produzi-lo tendo como objetivo uma estruturação geral e simplificada, a fim de tornar sua obra acessível a todos.  Em seu trabalho, o autor procura retratar o simbolismo dos sonhos e a diversidade primitiva da mente inconsciente dos indivíduos, citando estudos de caso, além de suas relações com outras ciências do conhecimento atreladas ao seu estudo do inconsciente.  O livro se divide em seis capítulos, sendo o primeiro deles feito por Jung, enquanto os outros cinco, por s...

Como a fenomenologia influenciou o existencialismo e denunciou os imperativos científicos

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O conhecimento na antiguidade Durante muito tempo, filósofos pré-socráticos se propuseram a estudar as características até então abstrusas do mundo que nos cercava. Desde Tales de Mileto até Heráclito, os conhecimentos adquiridos na Grécia Antiga foram elementares para alicerçar os meios pelos quais ideias posteriores se fundamentariam, mesmo que indiretamente. Um dos primeiros conceitos da tradicional erudição grega que tive contato, foi a teoria dos quatro elementos, idealizada por Empédocles, pensador pré-socrático, que é de interessante exemplificação simbólica para o objeto de entendimento da psique primitiva através dos arquétipos, por exemplo. Desse modo, nota-se que as concepções epistemológicas de eras anteriores ao modernismo científico se fundamentavam em descobrir a origem, o destino e uma verdade indubitável do universo, ainda que tenham inspirado algumas particularidades alegóricas e atemporais da mente humana no futuro, enquanto os existencialistas do século XIX e XX foc...